Poucos dias antes do marcado para a
minha entrada, tive um sonho bastante estranho. Me pareceu ver uma multidão
daqueles religiosos com os hábitos amarrotados, correndo um sentido contrário
uns dos outros. Um deles veio a dizer-me:
- Tu buscas a paz e aqui não vai encontrá-la. Observa a atitude dos teus
irmãos. Deus te prepara outro lugar, outra messe.
Queria fazer alguma pergunta aquele
religioso, entretanto, um rumor me despertou e já não vi nada mais. Expus tudo
ao meu confessor, o qual não quis ouvir nem de sonhos nem de frades: Neste
assunto, respondeu-me, é preciso que cada um siga suas inclinações, e não os
conselhos dos outros.
Circunstâncias.
O estudante Bosco tem dezenove anos e
está a ponto de terminar seus estudos civis. Pensa em seu futuro e decide
fazer-se Franciscano. Em 30 de outubro de 1834 faz o pedido para entrar nos
conventuais franciscanos. Realizou seu exame em Turim, no convento de Santa
Maria dos Anjos, e foi acertado em 18 de abril. Os atos dizem: "Possui os
requisitos e todos os votos". Assim, pois, ficou todo preparado para
entrar no convento da Paz em Chieri. Nesses dias têm lugar o sonho.
Convém recordar que Bosco apesar do
sonho faz uma novena com seu amigo Comollo
para a virgem das Graças na catedral de Chieri e confiou seu problema a
um sacerdote, tio do mesmo Comollo, não tomando a determinação de entrar no
Seminário Diocesano de Chieri até depois de receber por carta o conselho deste
sacerdote.
Interpretação
"Tampouco aqui
o sonho se pode interpretar de maneira diversa aos outros: Dom Bosco
queria representar o desejo, ou seja, seu conceito de abraçar o estado eclesiástico livre, humilde forma de
uma inspiração transcendental para dar maior peso a sua eleição".
(Albertotti, 93, nota 6).
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